Li o livro em poucos dias, de tão maravilhoso que é, mas não consegui fazer uma resenha logo após a leitura. Não me sentia preparada emocionalmente para falar dele. O livro me fez perceber algumas coisas que ainda não tinham surtido efeito para mim quando descobri que um ente querido estava doente.
Hazel sofre de câncer. Uma adolescente que não pensa em nada, ao não ser na morte. Fica em casa todo o tempo, relendo seu livro favorito ( que também conta a história de uma garota com Leucemia). Sua mãe a obriga a participar de um grupo de Apoio à jovens com câncer. A garota não consegue respirar, por isso precisa de seu cilindro de gás a todo momento.
Hazel Grace conhece Gus em uma das reuniões do grupo de apoio - um rapaz de boa aparência, forte, inteligente e engraçado, mas sem uma das pernas, que perdera por conta do câncer.
Os dois formam um casal que me atrevo a chamar de imortal. Passam por momentos difíceis, mas também por situações engraçadas e calorosas para um casal jovem, e com tantos problemas. Gus sempre tenta animar Hazel, de qualquer forma...
Apaixonado pela garota de cabelos curtos e com cateteres nas narinas, Gus é contemplado por desejo e escolhe levar sua namorada Hazel para Amsterdã, onde eles iriam encontrar o autor de "Uma aflição imperial" - Livro que Hazel leu inúmera vezes, mas não sabia o que acontecera com os personagens, já que o livro apenas acaba, sem nenhum epílogo, no meio de uma frase.
Na volta para casa, e com saudade de Amsterdã, onde passaram momentos incrivelmente românticos, Hazel descobre que o namorado Gus está tomado novamente pelo câncer, e que talvez não haja mais saídas alternativas para escapar da morte. A garota agora precisa de muita força para apoiá-lo nessa fase, e faz de tudo para tornar esse amor inesquecível .
Eu amei o livro, chorei muito, mas também ri . Poderia o ler repetidas vezes, e mesmo assim teria as mesmas emoções e sentimentos. Jamais me apeguei a uma história e à um personagem como nesta obra de Jonh Green.
Gus foi meu personagem favorito. O modo com que tentava, a qualquer custo, realizar os sonhos de Hazel me fez acreditar naquele momento, num amor mais profundo que Romeu e Julieta.
Além disso, pude reavaliar, durante a leitura, as minhas dificuldades em entender e talvez aceitar o câncer. Até o momento, eu não conseguia imaginar como uma pessoa com a doença - que é o caso de alguém próximo a mim - poderia afetar a vida das pessoas próximas.
Fica a minha sugestão de leitura, que se tornou um dos meu livros favoritos.
Uma Beijoca,
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